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Planalto tenta impor fake news na internet via lei

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Postado em 20/09/2021 por

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O Planalto enviou neste domingo ao Congresso o novo projeto de lei, que é virtualmente idêntico à MP das Fake News

O presidente Jair Bolsonaro insiste em querer legislar sobre o que as plataformas sociais podem fazer ou não — se a medida provisória não deu certo, tenta agora como projeto de lei. De um lado, faz parte de sua estratégia política intensificar o discurso de ódio e a disseminação de notícias falsas para manter os apoiadores aguerridos. De outro, o cerco que a Justiça, via STF e TSE, vem fazendo a essas práticas aumenta.O Planalto enviou neste domingo ao Congresso o novo projeto de lei, que é virtualmente idêntico à MP das Fake News, devolvida pelo Senado e suspensa pelo STF. Em síntese, o projeto limita o poder de redes sociais de retirarem do ar conteúdo falso e discursos de ódio e de banir quem os dissemina. (Estadão)

Em outra frente, a estratégia de Carlos e Eduardo Bolsonaro, os filhos Zero Dois e Zero Três do presidente, para as eleições do ano que vem deve ser a internacionalização dos disparos em massa nas redes sociais. O conteúdo do “gabinete do ódio” segue produzido aqui, mas lançado nas redes por empresas e laranjas no exterior, para driblar a Justiça brasileira. (UOL)

Ronaldo Lemos: “A discussão dessa MP não passa de distracionismo. Seu texto quis passar a mensagem de que as fake news são um problema de liberdade individual. Sua premissa seria que são indivíduos que criam e espalham informações falsas. A questão das fake news não é individual, mas industrial. Fake news é indústria lucrativa, bem organizada e bem financiada, com comando e controle, funcionários e prestadores de serviço de várias naturezas, incluindo redatores, programadores, agitadores e gestores de redes de robôs e perfis falsos. Tanto que o termo ‘fake news’ é em si enganoso. O mais correto seria ‘comportamento inautêntico coordenado’.” (Folha)

Previsto para ser apresentado na próxima quinta-feira o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AP) na CPI da Pandemia vai pedir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por prevaricação por não encaminhar a órgãos de controle denúncias de irregularidades na tentativa de compra da vacina indiana Covaxin. Além desse crime, previsto no Código Penal, o senador deve listar crimes de responsabilidade que ensejem um processo de impeachment. (Globo)

Uma das denúncias mais recentes, e que deve entrar no relatório, dá conta de que o chamado “gabinete paralelo” tinha conhecimento e acompanhou de perto o estudo feito pelo plano de saúde Prevent Senior com hidroxicloroquina sem o conhecimento dos pacientes. As conversas entre representantes da empresa e do grupo que dava assessoria informal ao Planalto à revelia do Ministério da Saúde estão registradas em vídeos. O estudo, que mascarou o número de mortos no experimento, foi amplamente divulgado por Bolsonaro e seus filhos como “prova” da eficácia, seguidamente desmentida, do medicamento. (Metrópoles)

Míriam Leitão: “Discordo radicalmente da afirmação de que iniciar um processo para o afastamento do Presidente Bolsonaro seria banalização do impeachment. O verdadeiro risco que o país corre é o de banalizar o crime. Não houve uma semana de paz em todo este governo. Um tempo em que ele não tivesse infringido alguma lei, algum inciso, algum dos nossos mais caros valores.” (Globo)

Ainda contado nas fileiras do PSDB, Geraldo Alckmin largou na frente para mais uma temporada no Palácio dos Bandeirantes, segundo o DataFolha. Ele aparece com 26% das intenções de votos, nove pontos à frente do petista Fernando Haddad (17%), por sua vez em empate técnico com Márcio França (PSB), com 15%. Alckmin e Haddad estão empatados dentro da margem de erro em outro quesito, a rejeição. Entre os ouvidos pela pesquisa, 36% não votariam no (ainda) tucano, enquanto 34% rejeitam o petista. (Folha)

O presidente Jair Bolsonaro já está em Nova York, onde abre amanhã a Assembleia Geral da ONU. Ontem, ele entrou no hotel pela lateral para evitar jornalistas e cerca de 10 manifestantes, na maioria brasileiros. (Globo)

O Novo pode entrar para a história da política brasileira como o partido que durou só uma Legislatura. Após perder metade dos filiados desde a fundação, a legenda está em vias de ficar sem a maioria de sua bancada na Câmara. A perspectiva é que até seis dos oito deputados aproveitem a janela de desfiliação para mudar de partido. Eles não concordam com a posição da direção partidária de oposição ao governo, embora rejeitem a pecha de bolsonaristas. (Estadão)

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Cultura

The Crown, série da Netflix sobre o reinado de Elizabeth II, saiu consagrada (acharam que íamos dizer coroada, não é?) da cerimônia de entrega do Emmy, o maior prêmio da TV americana. Na categoria drama, não teve para ninguém: melhor série, melhores atores principais (Olivia Colman e Josh O’Connor) e coadjuvantes (Gillian Anderson e Tobias Menzies), melhor roteiro e melhor direção. Entre as comédias, a glória foi de Ted Lasso, da Apple TV+, sobre um treinador de futebol. Mas a competição foi acirrada com Hacks, da HBO Max, e o desempate só veio no prêmio de melhor comédia. Entre as minisséries, O Gambito da Rainha, também da Netflix, levou o prêmio principal e de direção, mas viu Mare of Easttown, da HBO Max ganhar os prêmios de atuação: Kate Winslet (atriz principal), Julianne Nicholson (atriz coadjuvante) e Evan Peters (ator coadjuvante). (G1)

Confira a lista completa de premiados. (Estadão)

E veja onde assistir aos vencedores. (Folha)

Houve momentos de emoção na cerimônia. A britânica Michaela Coel dedicou o prêmio de melhor roteiro por I May Destroy You, da HBO, que também protagonizou, às vítimas de abuso sexual. A história é baseada na vida da própria atriz. (Globo)

E houve, claro, zoação. A festa voltou a ser presencial, com exigência de vacinação da plateia. Foi a deixa para o apresentador Cedric the Enterteiner cair na pele da diva pop negacionista Nicki Minaj, barrada no Met gala por fugir da vacina. (UOL)

E claro, se o assunto é o tapete vermelho, confira com quem entende. (Vogue)

Morreu ontem em Itatiba, no interior de São Paulo, aos 87 anos, Luís Gustavo, um dos mais carismáticos atores da televisão brasileira. Ele enfrentava desde 2018 um câncer no intestino. Luís Gustavo literalmente estreou junto com a TV no Brasil, em 1950, mas atrás das câmeras. Graças ao cunhado Cassiano Gabus Mendes, conseguiu um emprego de “caboman” na extinta TV Tupi e foi crescendo na emissora. Em 1960, já assistente de direção, teve que atuar quando um dos atores ficou doente, e não parou. Foi um pioneiro também na linguagem, ao estrelar em 1968, ainda na Tupi, Beto Rockefeller, a primeira novela moderna brasileira. Beto, um vendedor de sapatos que posava de grã-fino, confirmou o talento de Luís Gustavo para a comédia, não que fosse avesso a papéis dramáticos. Desde que migrou para a Globo, em 1976, imortalizou personagens como o detetive Mário Fofoca, o estilista “espanhol” Victor Valentim e o impagável Tio Vavá, no teleteatro Sai de Baixo. (Globo)

Colegas e fãs lamentam a morte de Luís Gustavo. (UOL)

Confira momentos marcantes da carreira do ator. (G1)

E saiu na sexta-feira o clipe oficial de Anjos Tronchos, novo single de Caetano Veloso. Faça a si mesmo esse agrado e assista. (YouTube)

Viver

Neste domingo o mundo celebrou o centenário de um dos mais importantes pensadores brasileiros, o educador pernambucano Paulo Freire, patrono da Educação brasileira. Seu livro A Pedagogia do Oprimido, de 1968, é uma das obras mais traduzidas no mundo e referência em centros de estudos dos mais diversos matizes ideológicos. Mais que um método de alfabetização, sua pedagogia encara a educação como uma ferramenta de emancipação do indivíduo. Com seu viés humanista, o pensamento de Freire foi combatido pela ditadura militar e é execrado pelo atual governo. O que não faz a menor diferença para algumas das mais exclusivas escolas de elite do país, que têm na obra do pernambucano seu pilar de ensino. (Folha)

Em seu Recife natal, Freire foi homenageado ontem e hoje com uma série de eventos, respeitando regras de distanciamento, incluindo um cortejo pelas ruas da cidade e apresentações de artistas populares, cordelistas, religiosos e maracatus. Uma maratona de lives, aberta na noite de domingo por Alceu Valença, também celebrou o educador. (G1)

Paulo Freire era um pensador de esquerda? Sem dúvida. Ainda assim, Steve Denning, autor de livros sobre estratégia e inovação, defendeu nas páginas da revista Forbes, a “Ferramenta do Capitalismo”, as propostas do brasileiro como uma alternativa para renovar o sistema educacional dos EUA.

Da mesma forma, a Universidade Columbia, em Nova York, uma das mais importantes do mundo, deu início neste fim de semana à Iniciativa Paulo Freire, uma série de eventos e incentivos para pesquisa sobre o seu trabalho. Para a universidade americana, Freire ajudou a promover “equidade e justiça social, missões alinhadas com as da Columbia”. (Estadão)

Saiba mais sobre a Iniciativa Paulo Freire, em Columbia.

Então… Enquanto o mundo celebrava, o governo brasileiro fazia que não era com ele. Não é de se estranhar. O educador já foi chamado de “energúmeno” pelo presidente Jair Bolsonaro e sofreu ataques de todos os ministros da Educação do atual governo. Segundo especialistas, o que mais incomoda reacionários e conservadores no pensamento de Freire é que ele é político (não partidário) e tem um caráter libertador. (Poder360)

Neste domingo a Pfizer entregou ao Ministério da Saúde 2,2 milhões de doses de sua vacina contra a covid-19, completando 81 milhões do primeiro contrato de cem milhões assinado com o governo. O restante deve chegar até o fim deste mês. Há um segundo contrato de 100 milhões de doses previsto para até o fim do ano. (G1)

A chegada de imunizantes da Pfizer é importante porque, além de ser usada em doses de reforço, ela é a única vacina liberada pela Anvisa para jovens entre 12 e 17 anos. E mesmo com a determinação em contrário do ministro da Saúde, pelo menos 14 estados e o Distrito Federal decidiram manter a imunização de adolescentes. (Globo)

Aliás… A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo concluiu não haver relação entre a morte de um adolescente de 16 anos em São Bernardo do Campo e a vacina contra covid-19 que ele havia tomado. (Metrópoles)

Neste domingo foram registrados 239 mortos por covid-19 no país, o menor número desde 22 de novembro, mas há tradicionalmente subnotificação nos fins de semana. Desde o início da pandemia já são 590.786 vítimas. A média móvel de óbitos em sete dias foi de 558 com tendência de estabilidade. (UOL)

Cotidiano Digital

Os turistas que passaram três dias no espaço pela SpaceX voltaram à Terra em segurança. Chris Sembroski, Hayley Arcenaux, Jared Isaacman e Sian Proctor foram os primeiros civis não-astronautas a viajarem no espaço com a missão Inspiration4. A cápsula Dragon pousou às 20h06 (no horário de Brasília) no último sábado sobre o oceano Atlântico próximo à costa da Flórida, nos Estados Unidos. (UOL Tilt)

Mas… Apesar do feito histórico, o quarteto de turistas não serão reconhecidos como astronautas, ganhando asas oficiais de astronauta comercial do governo federal. Entenda. (CNN Brasil)

Caso Theranos. Ela já foi considerada a promessa do Vale do Silício e até apelidada de ‘novo Steve Jobs’. Em 2014, Elizabeth Holmes, então com 30 anos, ocupava as manchetes da imprensa americana como fundadora da Theranos, startup avaliada em US$ 9 bilhões e que prometia revolucionar o diagnóstico de doenças. Mas em 2015, os primeiros sinais de que algo estava errado começaram a aparecer e, um ano depois, descobriu-se que a ideia de Holmes era falsa. A tecnologia que ela promovia não funcionava como esperado. Em 2018, a empresa decretou falência. Hoje, com 37 anos, Holmes pode pegar até 20 anos de prisão se condenada por todas as 12 acusações de fraude que enfrenta. Conheça a história da jovem bilionária que caiu em desgraça. (Época Negócios)

E a nova versão do sistema operacional da Apple começou a ser liberado nesta segunda-feira. Veja os aparelhos compatíveis. (G1)

Meio em vídeo. Na última semana, os modelos iPhone 13 Pro e iPhone 13 Pro Max foram anunciados pela Apple. Apesar das grandes expectativas sobre os novos aparelhos, as novidades e o preço dos smartphones não atraíram o público. Enquanto isso, no lado dos androids, a Samsung segue a divulgação de seus telefones dobráveis. Pedro Doria e Cora Rónai analisam. (YouTube)

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