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STF pode desmontar articulação de Lira e Bolsonaro amanhã

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Postado em 08/11/2021 por

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É considerada hoje a principal ferramenta do governo para obtenção de apoio no Congresso e, na avaliação da ministra, fere o princípio constitucional da Transparência

A pessoa mais poderosa do país nesta segunda-feira é a ministra do STF Rosa Weber, em cujas mãos estão dois processos com potencial de desmantelar a articulação política do governo e afetar a campanha de Jair Bolsonaro pela reeleição: a legalidade do ‘orçamento secreto’ e da votação da PEC dos Precatórios. No início da noite de sexta-feira, ela determinou por liminar a suspensão de todos os pagamentos das chamadas ‘emendas do relator’, uma fatia do Orçamento executada anonimamente em áreas de interesse de políticos. É considerada hoje a principal ferramenta do governo para obtenção de apoio no Congresso e, na avaliação da ministra, fere o princípio constitucional da Transparência. (g1)

Levantamento mostra que redutos de aliados do governo, em particular do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foram privilegiados na liberação de emendas do orçamento secreto. (Globo)

Painel“Até o fim da noite deste domingo, o governo ainda não tinha voto suficiente entre deputados para o segundo turno da PEC dos Precatórios, nem voto suficiente no STF para derrubar a liminar de Rosa Weber. Na conta do governo, os ministros Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski precisam votar a favor dos políticos para que eles consigam de volta as emendas tão cobiçadas.” (Folha)

Operador do orçamento secreto, Lira tem argumentado com ministros do STF que, embora juridicamente correta, a liminar fere a autonomia do Legislativo. Ele sabe que, sem as emendas do relator, terá dificuldade em aprovar em segundo turno a PEC dos Precatórios. (Estadão)

O que nos leva de volta a Rosa Weber. Ela deu prazo de 24 horas para que Lira e a Mesa Diretora da Câmara enviem informações sobre a votação da PEC dos Precatórios, aprovada em primeiro turno por 312 votos na madruga de quinta-feira. A oposição acusa Lira de violar o Regimento da Câmara ao permitir que deputados ausentes votassem de forma remota e ao incluir na PEC, já em Plenário, temas que não foram analisados em comissões. Eles pedem que o STF anule a votação e interrompa a tramitação da proposta, cuja votação em segundo turno está marcada para amanhã. O adiamento do pagamento de precatórios é visto como fundamental para viabilizar o Auxílio Brasil de R$ 400, trunfo de Bolsonaro nas eleições do ano que vem. (g1)

Nesta quarta-feira o ex-ministro Sérgio Moro deve assinar a ficha de filiação ao Podemos, pelo qual cogita concorrer ao Planalto. A legenda, que também deve receber o ex-procurador Daltan Dallagnol, quer tomar para si a bandeira da luta contra a corrupção e, como revela o Painel, pretende barrar candidaturas de quem tenha condenações em primeira instância ou seja alvo de investigação. A medida, porém, só vale para gente nova. Os atuais filiados, alguns investigados pela própria Lava-Jato, estão livres dessas formalidades. (Folha)

Falando em Moro, a Polícia Federal ignorou o parecer do procurador-geral Augusto Aras para que os advogados do ex-ministro fossem avisados do depoimento de Jair Bolsonaro sobre suposta tentativa de ingerência política na própria PF. Moro acusa o presidente de tentar intervir na corporação para proteger parentes e aliados. (Folha)

No julgamento em que arquivou o pedido de cassação da chapa Bolsonaro-Mourão em 2018, o TSE prometeu punir com rigor nas eleições do ano que vem o disparo em massa de mensagens via aplicativos como Whatsapp e redes sociais. Falta combinar com as empresas que fazem esses disparos. Pacotes de 50 mil envios são oferecidos por cerca de R$ 2.500, bastando que o cliente forneça uma lista de destinatários. O próprio Whatsapp move ações contra essas empresas, que continuam a agir. (Globo)

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Cultura

O fim de semana foi de luto para milhões de fãs da cantora e compositora Marília Mendonça, uma das mais populares e respeitadas artistas do chamado ‘feminejo’, que morreu na tarde de sexta-feira, aos 26 anos, em um acidente aéreo. O avião de pequeno porte no qual Marília viajava com outras quatro pessoas caiu perto de uma cachoeira no município de Caratinga (MG) após bater num cabo de distribuição de energia. Além da cantora morreram seu produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e copiloto Tarciso Pessoa Viana. O avião, que não tinha caixa-preta, foi retirado ontem do local e vai passar por mais perícias para determinar as circunstâncias do desastre. (g1)

Goiana de Cristianópolis, Marília Mendonça morreu com o título de maior fenômeno recente da música brasileira. Quarenta milhões de pessoas a seguiam no Instagram, e seu canal no YouTube conta com 14 bilhões de acessos. Após sua morte, ela ultrapassou as divas Taylor Swift e Adele como a cantora mais ouvida em streaming no mundo. Apesar de jovem, era uma veterana da música sertaneja, compondo desde os 12 anos músicas que seriam sucesso nas vozes de outros artistas, quase sempre homens. Estreou como cantora em 2015 e explodiu em 2016 com o álbum/DVD Marília Mendonça: Ao vivo, onde se destacava o onipresente sucesso Infiel (YouTube). Embora outras cantoras tivessem já furado o bloqueio machista do sertanejo, Marília revolucionou o gênero como compositora ao tratar o romantismo e a traição sob a ótica feminina, criando uma forte identificação entre as mulheres. (Globo)

Marília produziu literalmente até o fim. Na manhã do acidente, lançou com as amigas Maiara e Maraisa a canção Fã Clube (YouTube), parte do projeto Patroas. Já a bordo do avião, publicou um tuíte sobre a viagem a Minas. Sua imagem levando o violão e uma mala foi uma das mais divulgadas no fim de semana, inspirando homenagens como a do ilustrador JHO, que a retratou sendo recebida por Paulo Gustavo.

Milhares de pessoas compareceram sábado ao velório de Marília Mendonça e do tio no ginásio Goiânia Arena. Uma parte da cerimônia foi aberta ao público, mas o sepultamento dos dois foi restrito à família e amigos. Fãs e colegas não economizaram homenagens ao talento da artista. O Prêmio Multishow cancelou a votação e escolheu Marília Cantora do Ano. (UOL)

Maria Carolina Trevisan: “Marília tinha apreço pela simplicidade e respeito pelo outro, algo que andamos perdendo nos últimos anos. Sua postura de mulher que encara de frente as desilusões amorosas, as tristezas da vida que todas nós passamos em algum momento ou estamos sujeitas a passar é revolucionária. Ela trouxe para suas letras o ponto de vista da mulher em um ambiente dominado por homens, como é historicamente a música sertaneja. Com isso, impôs respeito sobre sentimentos das mulheres.” (UOL)

Viver

Após um início marcado por anúncios bombásticos de acordos para reduzir emissões de metano e desmatamento, a COP26 entra em sua semana final travada em questões cruciais. Uma delas é a regulamentação do mercado de carbono, pelo qual países que poluem mais podem comprar créditos de nações que reduziram suas emissões. A outra, o financiamento, estimando em US$ 100 bilhões por ano para ações de preservação e sustentabilidade em países pobres e emergentes. (CNN Brasil)

As mudanças climáticas são um problema cada dia mais grave. Segundo relatório do banco suíço UBS, seria necessário o equivalente a 40 florestas amazônicas para neutralizar toda a emissão de gás carbônico oriunda apenas da geração de energia. (Poder360)

Aliás… Simon Kofe, ministro da Justiça e do Exterior da ilha de Tuvalu, no Pacífico, enviou para a COP26 um vídeo em que discursa dentro do mar pedindo ação contra as mudanças climáticas. O país de 12 mil habitantes corre o risco de desaparecer na próxima década devido à elevação do nível do mar. (g1)

Com a vacinação avançando, estudos já permitem avaliar a eficácia dos imunizantes na população, a chamada Fase 4. Nos EUA, um relatório mostra que, após seis meses, há queda na eficácia dos imunizantes da Pfizer, da Moderna e da Jansen. O mesmo parece acontecer com a CoronaVac. Seis meses após a aplicação em massa da vacina, a cidade paulista de Serrana viu triplicarem os casos. Em todas as situações, porém, a prevenção de mortes continua alta. No curto prazo, a resposta dos imunizantes segue boa. Em Botucatu (SP), onde foi feita em agosto vacinação em massa com a AstraZeneca, os casos caíram de 815 para 51, o menor patamar do ano.

Foram quase 20 meses de restrições devido à covid-19, mas os Estados Unidos reabrem hoje suas fronteiras terrestres e aéreas a visitantes vacinados. Companhias aéreas estão aumentando o número de voos e o tamanho dos aviões para atender a demanda. Mas a pandemia não terminou. O número de casos em todo o mundo se aproxima de 250 milhões, embora a média diária global de novas infecções tenha caído 36% nos últimos três meses. (UOL)

Confira os números atualizados de vacinaçãomortes e casos de covid-19 no Brasil. (g1)

Embora ainda seja alvo de críticas, a política de cotas nas universidades tem números sólidos a exibir. Levantamento mostra que o número de alunos pretos e pardos na UFRJ cresceu 71%, passando de 21,3 mil em 2013, um ano antes de as cotas serem adotadas, para 36,6 mil em 2020. (g1)

Enquanto isso… A menos de duas semanas do Enem, o Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pela prova, vive uma crise. Na semana passada, dois coordenadores ligados ao Enem pediram exoneração. E espera-se para hoje uma debandada de mais servidores qualificados. Nos bastidores, os funcionários acusam a diretoria de assédio moral e tentativa de interferir no conteúdo das provas. A direção do Inep nega. (Veja)

Cotidiano Digital

O leilão do 5G no Brasil terminou na última sexta-feira, movimentando R$ 47,2 bilhões. O valor ficou abaixo dos R$ 50 bilhões previstos inicialmente pelo governo. Esse foi o maior leilão de faixas de frequência da história do país. Para analistas, incluindo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento) foi também o maior leilão de 5G do mundo. O certame também rendeu seis novas operadoras de telecomunicações no Brasil: Winity II, Brisanet, Consórcio 5G Sul, Neko, Fly Link, Cloud2u. Do valor total arrecadado, R$ 7,4 bilhões serão outorgas para o governo e o restante será utilizado pelas empresas vencedoras em compromissos definidos em edital. (CNN Brasil)

O consórcio de jornais criado para documentar os arquivos vazados do Facebook continua com novas revelações sobre a rede social, desta vez, sobre o Brasil. Documentos internos do Facebook obtidos pelo Estadão mostram que o alcance de conteúdos tóxicos como discurso de ódio e desinformação são “particularmente maiores no Brasil, comparado a outros aplicativos. A empresa analisou 17 categorias de conteúdos e, em diferente trechos do documento, cita o Brasil como um país com grande alcance de conteúdo de baixa qualidade. (Estadão)

E uma nova reportagem do Wall Street Journal mostrou que o uso do Facebook prejudica o sono, o trabalho, os relacionamentos ou a criação de filhos para cerca de 12,5% dos usuários, cerca de 360 milhões, segundo pesquisas internas da companhia. Esses padrões foram percebidos pelos usuários como sendo piores no Facebook do que em qualquer outra grande plataforma de mídia social. (Wall Street Journal)

Meio em vídeo. Enfim, o 5G chegou ao Brasil. Mas na prática o que vai acontecer? Quem arrematou o quê? Qual será o futuro da internet móvel no Brasil? Pedro Doria e Cora Rónai respondem. (YouTube)

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