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Brasil começa enfim a vacinar suas crianças

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Postado em 17/01/2022 por

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A IBL (Intermodal Brasil Logística) assinou um contrato com dispensa de licitação, no valor de R$ 62,2 milhões, em dezembro

O número devia ser maior, mas o governo federal está em campanha contra as vacinas infantis — de acordo com o Datafolha, 79% dos brasileiros apoiam a imunização de crianças entre 5 e 11 anos de idade. O processo começa, oficialmente, esta semana, mas a distribuição das doses de Pfizer infantil teve complicações no sábado e domingo. O Ministério da Saúde contratou uma empresa sem qualquer experiência com transporte de vacinas, e o resultado é que pelo menos quatro estados acusaram ter recebido o material em condições inadequadas. A IBL (Intermodal Brasil Logística) assinou um contrato com dispensa de licitação, no valor de R$ 62,2 milhões, em dezembro. O ministério afirma que não houve dano. (Folha)

Pois é… Davi Seremramiwe, de 8 anos, um menino xavante com uma deficiência motora, foi a primeira criança vacinada contra a covid-19 no Brasil. Ele recebeu a vacina pediátrica da Pfizer sexta-feira numa solenidade no Hospital das clínicas de São Paulo, quase um mês depois de a Anvisa liberar o imunizante. (CNN Brasil)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ficou furioso pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mais uma vez ter se antecipado ao governo federal na aplicação da primeira vacina. No Twitter, ele acusou Doria de estar “fazendo palanque” com a vacinação. “Acha que isso vai tirá-lo dos 3% (nas pesquisas). Desista!”, escreveu Queiroga. (Correio Braziliense)

A campanha de vacinação de crianças em São Paulo e em outras 11 capitais (Rio, Curitiba, Maceió, Teresina, Goiânia, Cuiabá, Belém, Manaus, Rio Branco, Macapá e Porto Velho) começa de fato hoje. Florianópolis, Belo Horizonte, Vitória, Salvador, Aracaju, Recife, Fortaleza e São Luís começaram a imunização no sábado, enquanto o Distrito Federal e João Pessoa deram início ontem. (Globo)

Em Lucena, na Paraíba, pelo menos 60 crianças receberam doses da vacina da Pfizer para adultos. Pior, vencidas. A Anvisa e o Ministério da Saúde estão acompanhando o caso. Ainda não se sabe se houve erro ou má fé. (Metrópoles)

No DF, o primeiro dia de vacinação infantil foi marcado por longas filas. (Poder360)

E chegou ontem ao Brasil mais um lote com 1,2 milhão doses da vacina pediátrica da Pfizer. (UOL)

Enquanto isso… A variante ômicron segue sobrecarregando o sistema de saúde do país. Na maioria dos laboratórios de São Paulo, o estoque de insumos para testes de covid-19 acaba nesta semana.  Com o avanço da cepa, o país ultrapassou 23 milhões de casos. A média móvel de 69.235 novas infecções é 721% maior que nos 14 dias anteriores, muito acima da variação de 59% na média móvel de mortes, embora esta também indique tendência de alta. (g1)

A Justiça australiana rejeitou ontem o recurso do tenista sérvio Novak Djokovic contra a cassação de seu visto de entrada no país. Número um do mundo e conhecido negacionista, ele pretendia participar do Australian Open sem ter se vacinado contra a covid-19. Djokovic foi deportado e se disse decepcionado com a decisão com a sentença. (Globo Esporte)

O estilo de vida recluso provocado pela pandemia é necessário, mas nem por isso benéfico para o resto da nossa saúde. Uma pesquisa feita nas capitais pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) mostrou, por exemplo, que 21,5% dos adultos terminaram 2020 obesos, contra 20,3% em 2019. O consumo de álcool e de alimentos ultraprocessados e a diabetes em adultos também cresceram. A boa notícia foi uma redução no tabagismo. (Estadão)

Uma erupção vulcânica submarina seguida de tsunami atingiu no sábado a ilha de Tonga (veja imagens), um pequeno país no Pacífico e teve os efeitos sentidos no resto da Oceania e nas Américas. Segundo estimativas de organizações humanitárias, 80 mil dos 108 mil habitantes da ilha foram afetados. Não há energia elétrica, telefonia ou internet funcionando em Tonga, que, devido às cinzas, ganhou a aparência de uma paisagem lunar. (BBC Brasil)

Duas mulheres morreram afogadas na praia de Naylamp, no Norte do Peru, em decorrência das ondas provocadas pelo tsunami de Tonga. Elas estavam num carro que foi arrastado para o mar por ondas de dois metros de altura. As autoridades peruanas foram criticadas por não terem emitido um alerta sobre os riscos na costa. (Metrópoles)

Não há democracia, dizia Thomas Jefferson, sem eleitores informados. Mas, no século 21, os veículos tradicionais perderam o encaixe na vida. Mas o Meio encaixa. A gente já resolve para você, de segunda a sexta, o problema das notícias. Podemos resolver também o do contexto, da profundidade, com a edição de sábado. Assine. Não vai se arrepender. É tão barato…

Política

Os partidos políticos estão já em movimentação avançada para as eleições deste ano, mas julgamentos previstos para fevereiro no STF podem mudar de forma radical o cenário. O primeiro deles é a validade das federações partidárias, instrumento criado para dar sobrevida a partidos ameaçados pela cláusula de desempenho e o fim das coligações proporcionais. Duas ou mais legendas podem se unir numa federação e disputar a eleição, mas a aliança abrange todo o país, os federados devem atuar como um só partido por quatro anos. Esse foi o aspecto destacado pelo relator no STF, ministro Luís Roberto Barroso, para votar em dezembro pela validade das federações. Outra mudança diz respeito à Lei da Ficha limpa. Uma ação do PDT quer que a inelegibilidade de oito anos conte a partir da condenação em segunda instância ou perda do mandato, não do fim do cumprimento da pena. O relator Kássio Nunes Marques aceitou, mas Alexandre Moraes pediu vistas. Por fim, o ministro André Mendonça pediu ao Executivo e ao Legislativo informações sobre o fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões previsto para esse ano. (Folha)

Então… O argumento de Barroso em favor das federações pode virar letra morta. Segundo a coluna de Lauro Jardim, deputados de partidos de esquerda articulam uma mudança para reduzir de quatro para um ano a duração das federações. Siglas como PCdoB e Rede buscam uma federação com PT e PSB, mais o PSOL, para sobreviverem às próximas eleições, mas os partidos maiores não querem ficar amarrados uns aos outros no pleito municipal de 2024. (Globo)

Público cativo de Bolsonaro em 2018, o eleitorado evangélico entra 2022 dividido. A última pesquisa Genial/Quaest mostra que o ex-presidente Lula (PT) tem 35% das intenções de votos nesse segmento, em empate técnico com os 35% de Bolsonaro. Segundo a Coluna do Estadão, além da crise econômica, uma explicação para a perda de popularidade do presidente entre evangélicos estaria nas imagens de sua longa folga de fim de ano em Santa Catarina, onde apareceu dançando um funk machista ao lado de uma mulher de biquíni e andando de jet-ski. Para os religiosos, teria ficado a ideia de que o presidente tem pouco apreço ao trabalho e que o discurso conservador é da boca para fora. (Estadão)

Enquanto isso… Assim como o eleitorado, a outrora monolítica bancada evangélica no Congresso está rachada. Os deputados Cezinha de Madureira (PSD-SP) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) trocam acusações na disputa pela liderança do bloco. O pano de fundo é um confronto de igrejas da Assembleia de Deus. Cezinha é ligado ao Ministério de Madureira, do bispo Manoel Ferreira; Sóstenes, à Vitória em Cristo, do pastor Silas Malafaia. (Globo)

A despeito dos ruídos recentes, aliados do ex-presidente Lula (PT) e do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) consideram que a chapa com os dois para as eleições do ano que vem está “pavimentada”. Nas últimas semanas, petistas favoráveis à aliança procuraram o ex-tucano para explicar a defesa de Lula à revisão da reforma trabalhista, que preocupou empresários. O anúncio oficial da chapa é esperado para fevereiro. Mas a resistência interna ainda é grande. Rui Falcão, ex-presidente do PT, diz que Alckmin é a “contradição de tudo” o que o partido já fez e pretende fazer e que as prioridades de um futuro governo petista não podem ser “determinadas pela Faria Lima”.  (Folha)

O presidente dos EUA, Joe Biden, classificou como ato de terrorismo o ataque a uma sinagoga na cidade texana de Colleyville na noite de sábado. Malik Faisal Akram, um britânico de 44 anos invadiu o templo armado e tomou quatro pessoas, incluindo o rabino, como reféns. Ele exigia a libertação da paquistanesa Aafia Siddiqui, que cumpre pena de 86 anos de prisão numa penitenciária do Texas por terrorismo. Akram foi morto pela polícia após a libertação dos reféns, em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas. (CNN Brasil)

Cultura

Na próxima quarta-feira completam-se quatro décadas da morte, aos 36 anos, de Elis Regina (Spotify). Ao longo deste ano, três projetos vão celebrar a vida e a obra da cantora. Elis Por João, minissérie documental da HBO trará imagens, entrevistas e shows da cantora em todo o mundo, entrecortadas por depoimentos de seu filho mais velho, o produtor musical João Marcello Bôscoli. Elis & Tom – Só Tinha de Ser Com Você, documentário do canal Arte 1, mostrará as gravações do antológico álbum Elis & Tom (Spotify), de 1974. Por último, o desenhista Gustavo Duarte, com passagens pela Marvel e pela DC, vai transformar a cantora em personagem de quadrinhos. Ah, e a Rádio Eldorado de São Paulo tem em seus arquivos a íntegra de um show da mais importante turnê de Elis, Falso Brilhante, realizada entre 1975 e 1977. Um material que precisa vir com urgência para o público. (Estadão)

“Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira.” No tempo das notícias falsas fica ainda mais pungente o “Artigo V” do poema Os Estatutos do Homem, escrito em 1964 pelo poeta amazonense Thiago de Mello, que morreu na sexta-feira, aos 95 anos. Uma resposta ao Ato Institucional número 1 da ditadura militar, o poema ressalta o amor pela liberdade e o lirismo de seu autor, nascido em 1926 na cidade ribeirinha de Barreirinha. Diplomata, era adido cultural no Chile quando o golpe brasileiro interrompeu-lhe a carreia. Passou anos no exílio, sem jamais abandonar o amor pelo Brasil e pela Amazônia. (Folha)

Para ler com calma. Em novembro de 1965, o ditador Castello Branco chegava para uma cerimônia no Rio, quando foi recebido por uma vaia. A polícia correu atrás do grupo, conta Bernardo Mello Franco, e prendeu oito deles, todos da nata da intelectualidade. Um escapou, mas entregou-se à polícia em solidariedade aos amigos. Assim era Thiago de Mello. (Globo)

Célebre pelo filme A Última Sessão de Cinema (1971), o cineasta americano Peter Bogdanovich, que morreu no dia 6, aos 82 anos, terá seu derradeiro trabalho distribuído não nas telonas, mas em blockchain. No próximo dia 25 será lançado na rede Ethereum LIT Project 2: Flux, que consiste de clipes em NFTs da atriz Kim Basinger expressando emoções dirigida por Bogdanovich, que fez também a narração. “É uma nova mídia, e Peter estava decidido a mergulhar nela”, disse Oren Segal, empresário do cineasta. (Deadline)

Morreu ontem no Rio a atriz Françoise Forton. Ela tinha 64 anos e lutava há décadas contra um câncer. Em 50 anos de carreira, Françoise participou de mais de 40 novelas, mas seu papel mais famoso foi como a adorável Tetê, a moça do interior de São Paulo que quase se torna Miss Brasil em Estúpido Cupido, de 1976. Relembre momentos marcantes da carreira da atriz. (g1)

Cotidiano Digital

A Microsoft liberou na última sexta-feira o novo recurso Walkie Talkie do Microsoft Teams para todos os usuários de seu aplicativo de comunicação. A novidade permite que os usuários da plataforma transformem smartphones ou tablets em um transmissor de voz em tempo real, como se fosse um rádio comunicador. A empresa divulgou o recurso junto a outras ações com o objetivo de usar a tecnologia para “diminuir stress e atrito” no trabalho. (The Verge)

Enquanto isso, o Facebook enfrenta uma ação coletiva no Reino Unido de mais de US$ 3,2 bilhões (R$ 17,7 bi) por abuso de domínio de mercado ao explorar os dados pessoais de 44 milhões de usuários. (Folha)

Já a Comissão Federal de Comércio dos EUA investiga a Meta, controladora do Facebook, por violações antitruste em sua divisão de realidade virtual, uma das principais áreas de investimento da companhia para a construção de um metaverso. (Bloomberg)

Meio em vídeo. Pedro Doria e Cora Rónai discutem as novidades apresentadas na International Consumer Electronics Show (CES) de 2022 . (YouTube)

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